Novo blog: “Para ser piloto”
Pessoal,
Estou lançando um novo blog, filhote do Toca Raul!!!, só sobre coaching de formação aeronáutica, chamado “Para ser piloto“.
Por isso, as áreas de comentários dos posts “Como tirar brevê”, “O que é ser piloto profissional”, “PC Prático – Minha experiência” e “PP Prático com Cherokee no ASP” estão fechadas. A partir de agora, todos os comentários destes posts deverão ser feitos na página de comentários do “Para ser piloto”.
O que é ser piloto profissional
A maioria das pessoas, quando pensa na palavra “piloto” (da aviação, bem entendido), tem em mente o sujeito que fica na cabine do jato de linha aérea (ex. TAM, Gol, Webjet, etc). Mas embora essa pessoa seja, de fato, um piloto, existem muitas outras possibilidades na aviação que nem todo mundo conhece. Vamos explicá-las neste post. (mais…)
PC Prático – Minha experiência
Continuando o meu treinamento para me tonar piloto profissional iniciado no ASP-Aeroclube de São Paulo, onde realizei meu curso de PPA-Piloto Privado de Avião (vide este post), iniciei meu treinamento prático para PC-Piloto Comercial em 1º de maio de 2010, inicialmente no AC-Aeroclube de Campinas, e depois na EJ Escola de Aeronáutica. Foi uma longa jornada, com várias mudanças de estratégia no meio do caminho, e acho que conhecer a minha experiência é interessante para quem quer seguir carreira na aviação. Então, vamos lá…
(Atenção: o texto é longo, mas interessante para quem quiser conhecer uma experiência real de treinamento de PC) (mais…)
Analfabetismo científico

Da Folha de hoje (reportagem de Ricardo Mioto):
ET fez pirâmides, dizem alunos dos EUA
Entre 10 mil universitários, só 35% discordaram da afirmação; analfabetismo científico preocupa pesquisadores
Para 40%, antibióticos matam tanto os vírus quanto as bactérias; pior desempenho é dos alunos de pedagogia
Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.
Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.
Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias -na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.
Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.
“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp.
“Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”
Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.
Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.
Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”
Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco”.
A Ética do Pondé

Reproduzo abaixo o texto do Luiz Felipe Pondé para a Folha de hoje, “Ética”. Certamente, o melhor texto deste brilhante ensaísta.
Ética
Parece que decidimos que “tudo é bonito se dissermos que é bonito”. Como nos contos de fadas. Mentira.
DE FATO é muito feio dizer que as pessoas devem ser julgadas pelo que elas “servem”. Mas, se o mundo está esmagado sob essa máxima funcional (as pessoas só valem quando “servem para alguma coisa”), ainda queremos que ela seja dita em voz baixa.
Muitas pessoas estão prontas para se indignar quando dizemos que alguém não “serve” para nada. Mas, no seu dia a dia, é esse mesmo jargão que rege seus atos.
Talvez, essa máxima funcional deva vir embalada em bobagens como “tenho direito de ser feliz, por isso vou lhe abandonar, porque não vejo uso em você”.
Mas eu, que tenho uma vocação natural para iconoclastia (a arte de ir contra o “coro dos contentes” e não ter medo da opinião alheia, coisa rara num mundo intelectual que agoniza sob a bota do ressentimento dos ofendidos profissionais, a nova face da velha censura), não me contenho e penso em algumas situações onde a máxima “as pessoas só valem pelo que servem para as outras” decidiria nosso futuro. Quer ver um exemplo?
O que diriam para uma jovem mulher (ou homem, tanto faz) caso seu marido (ou esposa) sofresse um acidente que o(a) deixasse inválido para a vida normal? Sem movimento, sem corpo, sem sexo, sem trabalho, sem vida, sem poder ir jantar fora, viajar ou ir ao cinema.
Será que alguém diria “fique ao lado dele até a morte”? Ou “abra mão do seu corpo, do seu movimento, do seu trabalho, do seu sexo, para cuidar dele”? Ou seria mais provável que ouvíssemos coisas do tipo: “Você tem direito de ser feliz, não sinta culpa”. Ou, talvez, num modo mais espiritual: “Talvez ele tenha escolhido esta forma de provação, mas você não é obrigada a abrir mão da vida junto com ele”. Ou ainda: “Antigamente você seria obrigada a aceitar isso como o fim da sua vida, mas ainda bem que hoje o mundo mudou e as pessoas têm o direito de buscar sua satisfação na vida sem ter que sentir culpa”.
A questão aqui em jogo é o caráter insuportável do dia a dia. A perda da liberdade de escolha na qual você é jogada por conta do acidente do outro. A hipocrisia está em negarmos que o abandono como “direito à felicidade” está sustentado na inutilidade do outro para a sua felicidade.
Talvez por conta de minha natureza arredia a festas, coquetéis e eventos, eu entre em agonia diante de tamanho papo furado. Você me pergunta: “Qual é o papo furado?”. Respondo que o papo furado é negar que vivemos sob a tutela dessa moira cega que manda em nossa existência: só temos companhia quando “servimos” para algo.
Claro que não há saída fácil para uma tragédia como essa (um acidente que destrua a vida de alguém com quem escolhemos viver junto), mas a saída começa por reconhecermos que você não tem saída. Abrir mão de sua vida é um suplício, mas o outro sabe que se tornou um estorvo em sua vida e que em algum momento terá que encarar o fato de que “não serve mais para nada”.
Terrível condição, escândalo insuperável. Seria o silêncio enquanto o abandonamos uma forma mais elegante de fugir? Talvez uma visita de vez em quando e uma boa enfermeira ao seu lado, paga por nós?
A vida nos obriga a fazer escolhas terríveis, mas parece que agora decidimos que “tudo é bonito se dissermos que é bonito”. Como nos contos de fadas. Mentira: nossas escolhas são pautadas pelo útil, nossos atos são calculados, nossos afetos são estratégicos. E a moderna ciência do egoísmo encontra as fórmulas para fazer isso tudo bonito. E o contrário disso não é a felicidade, mas a maturidade. Adultos infantis não gostam disso. Preferem ser avatares de si mesmos num mundo sempre florido.
A infantilização do mundo caminha a passos largos. Todos abraçam sua “mentira ética” como forma pessoal de marketing de comportamento. Como numa espécie de “lenda ética sobre si mesmo”, queremos projetar de nós mesmos uma imagem de doçura que, na calada da noite, traímos.
É nessa mesma calada da noite que acordo e peço a Deus que me faça não ver os outros apenas como “uso”. Mas sempre fracasso. Não pensar nas pessoas apenas como objeto de uso é uma conquista dolorosa, como tirar leite de pedras.
Porque somos 3o. mundo

O Lula que me desculpe, mas com o Brasil tendo sua melhor universidade em 232o. lugar, continuamos no terceiro mundo. Ou quarto, já que países como China, Turquia, Egito e África do Sul possuem universidades melhores que as nossas. Veja que interessante a tabela abaixo, publicada na Folha de hoje:
AS MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO
Ranking realizado pela Times Higher Education com colaboração da Thomson Reuters
Livro sobre a carreira de piloto de helicópteros
Fiquei sabendo por uma nota na revista Aero Magazine deste mês sobre o lançamento do livro “A Carreira de Piloto de Helicóptero”, de autoria do cmte Cleber Mansur, PCH com quase 30 anos de história na aviação. Comprei o livro pelo site pdfbooks (muito bom, por sinal: prático e funcional), e posso afirmar que são R$23,90 muito bem empregados.
O livro é excelente, prende a atenção de tal forma que não consegui parar quando comecei, e li de um tapa. É um texto de extremo interesse tanto para o jovem que pretende se tornar piloto quanto para o comandante experiente quase aposentado, passando pelo piloto de avião que está avaliando a asa rotativa, ou o instrutor de voo que está pensando nos próximos passos. Enfim: trata-se de leitura obrigatória para todos os portadores e postulantes à obtenção de uma carteira da ANAC.
Não conheço o cmte Mansur, e não tenho nenhum interesse na divulgação deste livro – aliás, se fosse mais esperto, ficaria na moita para evitar o aumento da concorrência numa carreira que pretendo seguir. Também não recomendo a pirateação do livro: trata-se de uma publicação específica, que rende muito pouco para o autor, e que seria um desestímulo para outros profissionais que pretendem fazer o mesmo. (Se você quiser piratear o Paulo Coelho, não vou falar nada, mas um livro desses é pecado!).
Como único ponto negativo, aponto a falta de cuidado na revisão do texto, com muitos erros de digitação, pontuação, gramática e ortografia, mas nada que prejudique o interesse da obra de qualquer maneira. Vale a pena comprar e ler.
Para comprar, clique aqui ou copie e cole o link http://www.pdfbooks.com.br/index.php/a-car…elicoptero.html
Justiça Social
Dia desses, enfrentei uma situação que me deu o que pensar. Eu havia agendado no aeroclube que frequentava um voo de instrução que iria durar a tarde toda, uma vez que se tratava de uma navegação mais extensa, requerida para eu pleitear uma licença superior de piloto. Mas como um dos aviões do aeroclube quebrou (uma outra aeronave idêntica à que eu havia marcado minha missão), a chefia de operações decidiu desmarcar meu voo, uma vez que a outra alternativa seria abortar os voos de outros três alunos que haviam agendado missões curtas (de uma hora) na aeronave retirada de serviço. Fui reclamar da situação, discordando do fato de que o meu voo, regularmente agendado numa aeronave em perfeitas condições, não tinha razões para ser cancelado, mas ouvi o seguinte argumento do instrutor: “Mas você acha justo que desmarquemos os voos de três pessoas para que você possa fazer a sua navegação?”.
Minha resposta foi a de que talvez não fosse justo prejudicar três pessoas ao invés de somente uma; mas de acordo com as regras do aeroclube, aquilo era o certo. E que o aeroclube tem regras claras, que me davam razão, e das quais eu não abriria mão. O resultado? De repente, apareceu alguém dizendo que o avião que estava em bom estado na verdade estaria com o limite de horas para a revisão excedido, e que nem eu nem os outros alunos poderiam voar naquele dia. A partir daí, adquiri uma péssima reputação naquele aeroclube, todos passaram a dificultar meus voos, e eu achei melhor me desligar da instituição e voar noutra freguesia.
Bem… Isso tudo para introduzir o texto do Pondé para a Folha de hoje, sobre essa tal de “Justiça Social”: (mais…)
Behavioral commerce

Da Folha de hoje (reportagem de Júlio Vasconcellos):
Behavioral commerce
Táticas de economia comportamental têm gerado grandes inovações nos sites que as utilizam
VIROU MODA falar de “social commerce” -a nova onda que está revolucionando o comércio eletrônico no mundo com sites como Groupon e Gilt, nos Estados Unidos, e Peixe Urbano e Brands Club, no Brasil. O “social commerce” é uma novidade, mas na verdade pouco relacionada a uma experiência de compras mais social.
Essa geração de sites de e-commerce é baseada em modelos de psicologia e comportamento, uma tendência que eu chamo de “behavioral commerce”.
Alguns anos atrás, a revista “The Economist” ofereceu duas opções de assinatura: por US$ 59 o cliente poderia comprar uma assinatura somente para a versão digital da revista, ou por US$ 125 ele poderia optar pela assinatura conjunta da versão digital junto com a versão impressa. Somente 32% dos clientes escolheram a versão conjunta.
Depois de um tempo a “Economist” acrescentou uma terceira opção -uma opção de somente a versão impressa pelos mesmos US$ 125 da assinatura conjunta. Obviamente, 0% dos clientes optaram pela nova opção inferior, mas o que foi mais interessante foi que, agora, 84% dos clientes optaram pela versão conjunta!
A experiência da “Economist” demonstra um padrão de comportamento comum -ao introduzir uma versão parecida, mas inferior à opção disponível, o consumidor é levado a enxergar a opção original de uma maneira mais favorável.
No exemplo da “Economist”, a versão piorada da assinatura fez com que a assinatura conjunta fosse vista como mais atraente. Esse exemplo, apresentado pelo economista Dan Ariely, do MIT, tornou-se um clássico exemplo de um novo ramo de pesquisa que mistura psicologia com economia -chamado de “economia de comportamento”.
A aplicação desses avanços em pesquisa de comportamento formam a base para a revolução de “behavioral commerce”.
Os sites de compras coletivas funcionam devido ao efeito psicológico da escassez eminente. O usuário se encontra em uma situação de luta contra o relógio, uma vez que a oferta vai acabar no fim do dia; no clube de compras, esse sentimento é relativo ao estoque, já que o usuário sabe que existe um número limitado de cada peça em promoção.
Nessas situações de escassez, o usuário sente uma onda de adrenalina e passa a encarar a compra com mais seriedade e excitação -se ele não comprar agora, provavelmente vai perder o produto.
Esse uso da escassez, junto ao medo de perder uma boa oportunidade, não é novidade no ramo de e-commerce.
Quem já não se sentiu pressionado a comprar uma passagem aérea ao saber que restavam somente dois assentos no voo desejado? Quem não quis dar um lance um pouco acima do preço máximo cogitado para não perder uma compra no leilão?
O que é novo nessa tendência de “behavioral commerce” é que essas táticas estão ocupando funções centrais no desenvolvimento de novos modelos de negócio e estão gerando grandes inovações nos sites que as utilizam.
O “behavioral commerce” é importante também pelo fato de criar um laboratório em tempo real que ajuda, em muito, o desenvolvimento de novos conhecimentos no comportamento de consumidores.
A internet facilita o lançamento de milhares de miniexperiências em tempo real que deixam usuários avaliarem diversas opções com formatações diferentes.
Com esse laboratório estatístico e sem custos adicionais para experiências, podemos aprender muito sobre como as pessoas fazem suas escolhas e, assim, criar modelos de interação na web que sejam mais divertidos e que sirvam para melhorar a vida do internauta.
JULIO VASCONCELLOS, 29, economista, é fundador e presidente-executivo do site de compras coletivas Peixe Urbano e gerente para o Brasil do Facebook. Escreve às quintas-feiras, mensalmente, nesta coluna.
julio.folha@yahoo.com
Bob Trivers no Brasil
Na semana passada, Robert Trivers, o biólogo estadunidense que propôs a teoria do altruísmo recíproco (tema base do meu livro, “Prática na teoria”), esteve no país, num evento na USP. Como lá não estive, segue abaixo matéria da Folha (repórter Ricardo Mioto), que o cobriu:
O povo popular
Você já ouviu alguma declaração da candidata à presidência Dilma Rousseff? Se ouviu, percebeu que a mulher não fala coisa com coisa. Não é questão de preferência ou ideologia, o problema é que a mulher é completamente destrambelhada, judiação… Duvida? Ouça isso aqui.
Bem… O fato da mulher ser totalmente sem noção é problema dela, não vou entrar no mérito aqui sobre a “Dilma enquanto candidata”. O ponto é: o que faz um eleitor que ouve aquilo ali em cima dizer que votará na autora de tamanha pérola? Não dá, não tem cabimento…
Ou melhor, na verdade, tem sim. Se o “povo popular” que vota na Dilma for o mesmo que o entrevistado no video abaixo, faz todo o sentido.
Carta aos pilotos de helicóptero do Brasil
Caros amigos ex-colegas do curso teórico de PP e de PC no Aeroclube de São Paulo, caros amigos pilotos profissionais de helicópteros que atuam no Campo de Marte, caros amigos pilotos de plataforma, eu tenho algo importante para falar a vocês.
Apertem os cintos, o piloto faliu
Sem alarde, está sendo feita uma reforma na legislação aeronáutica que vai deixar o filet mignon da aviação com os pilotos estrangeiros. Aos nativos, restarão os aviões Paulistinha, de pau, pano e cano.
Dia de fúria

Estive no correio hoje, para mandar uma única carta, não registrada, R$1,90. Demorou 40min., e só havia 2 pessoas na minha frente. Eram 3 atendentes: uma paquerando o cliente, outra atendendo morosamente um boy com umas 15 cartas registradas, e uma terceira aparentemente portadora de transtornos motores e cerebrais. Deu vontade, mas não cheguei ao ponto que esse tio aí chegou:
Após demora em atendimento, aposentado mata servidora da Secretaria da Saúde em SC
JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO
Um aposentado matou ontem a tiros uma funcionária da Secretaria Municipal da Saúde de Correia Pinto (258 km de Florianópolis) por causa da demora no atendimento.
Segundo a Polícia Civil, Celso Muniz Coelho, 65, afirmou que havia cerca de um mês vinha procurando a Secretaria de Saúde do município para tratar uma hipertensão e em pelo menos cinco ocasiões voltou para casa sem ser atendido.
Na terça-feira (20), cerca de duas horas antes do crime, o aposentado foi à delegacia da cidade para registrar um boletim de ocorrência por omissão de socorro. Após o registro, segundo a polícia, Coelho voltou para casa e pegou um revólver calibre 38 e uma faca. Por volta de 18h30, se dirigiu para a sede da Secretaria.
Lá, ele disparou cinco vezes contra a servidora Lenimar Aparecida Ribeiro, 41. A polícia não soube informar quantos tiros acertaram a servidora. Ela morreu quando era levada a um hospital no município vizinho de Lages.
Segundo o delegado titular de Correia Pinto, Fabiano Henrique Schmitt, Coelho se entregou à polícia logo após o crime. Ele permanece preso acusado de homicídio doloso (com intenção de matar) e por porte ilegal de arma.
Em depoimento, ele disse que praticou o crime “em nome do povo” e porque não aguentava mais o descaso no atendimento.
A Folha tentou entrar em contato com a Prefeitura de Correia Pinto, mas ninguém atendeu o telefone.
A solussão dos seus pobrema
Do impagável Aqui tem coisa, que por sua vez pegou do impagável Porão abaixo, que acho que foi quem fez:
Queimem hereges!!!

Da Folha de hoje:
Engano faz muçulmanos rezarem em direção à África
Por um erro de cálculo, milhões de muçulmanos da Indonésia, a nação com a maior população islâmica do mundo, vinham sendo privados de seguir um dos preceitos básicos da religião. Em vez de rezar em direção à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, eles estavam se voltando ao Quênia e à Somália, na África.
Após consultar cosmógrafos e astrônomos, o Conselho de Ulemás da Indonésia (CUI) -mais alto órgão islâmico do país- admitiu ter errado ao determinar, em março, que os fiéis indonésios direcionassem suas orações a oeste. Agora, orienta que mirem o noroeste.
No entanto, o porta-voz do grupo tentou tranquilizar os religiosos, ao explicar que a falha não havia impedido que Alá ouvisse as suas rezas. “Deus compreende que o homem cometa erros”, disse Ma’ruf Amin.
Não é a primeira vez que ações do conselho ganham as manchetes.
Nos últimos meses, o órgão condenou a aplicação de vacinas contra a meningite no país, porque elas eram produzidas a partir de porcos -cujo consumo é proibido pelo islã.
ROUPAS JUSTAS
O grupo também se posicionou contra o uso de roupas esportivas justas -por despertarem o desejo sexual-, o yoga hindu e as celebrações do Dia de São Valentim, o santo padroeiro dos namorados.
Muitos fiéis seguem as determinações do órgão, por considerar que ignorá-las equivale a pecar.
Com mais de 200 milhões de muçulmanos (cerca de 90% da população), a Indonésia tem a maior população islâmica do mundo.
A maioria, no entanto, é conhecida por professar a fé de forma moderada.
Na minha opinião, esses hereges que rezaram para o lado errado teriam que arder no mármore do inferno. Muito liberal esse Ma’ruf Amin…
Chatice alimentar evolutiva

Do UOL Ciência e Saúde de hoje:
Fato de crianças serem chatas para comer tem explicação evolutiva
O fato de as crianças serem mais chatas para comer tem uma explicação evolutiva, aponta estudo da pesquisadora Lucy Cooke, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da Universidade College London. “Onívoros (que se alimentam de animais e vegetais) têm a vantagem de possuir uma variedade de opções de comida, mas enfrentam o desafio de identificar quais são saudáveis. Naturalmente, as crianças demonstram aversão ao novo, preferindo os alimentos familiares, com sabores mais simples e doces. No passado, isso promovia a sobrevivência, mas, no mundo moderno, pode ter efeitos adversos na qualidade da dieta”, diz ela em um artigo. O grande problema é quando o medo do novo persiste na idade adulta.
Adultos com paladar de criança intrigam cientistas
Antigamente se achava que apenas as crianças implicavam com determinados alimentos e preferiam comidas como pizza, batata frita e chocolate. Mas, nos últimos anos, pesquisadores perceberam que muitos adultos mantêm hábitos considerados infantis na hora que se sentam à mesa. E, agora, a antipatia a certos grupos de alimentos tem sido tratada por estudiosos de universidades americanas e canadenses como um distúrbio alimentar similar à bulimia e anorexia.
A nutricionista Hellen Coelho, que desenvolveu na Faculdade de Saúde Pública da USP um estudo para descobrir como funciona o paladar infantil, explica que, quanto mais nova a criança, mais sensível ela é aos sabores azedo e amargo. “Com o tempo, essa sensibilidade vai diminuindo, por isso as pessoas passam a gostar de café e de cerveja, por exemplo. Mas os hábitos alimentares têm forte influência.”
Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), conta que até os 12 meses de idade a preferência pelos sabores doce e salgado predomina. “Se a criança não for estimulada a experimentar alimentos variados, não aprende a gostar de outros sabores”, explica a médica.
Segundo as recomendações da SBP, é preciso oferecer pelo menos dez vezes um alimento para a criança, em diferentes situações e apresentações, antes de ter certeza de que ela não gosta. “Com insistência e oferecendo o alimento de formas diferentes é possível vencer a aversão inicial. Após os 3 anos, esse processo se torna cada vez mais difícil.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Cidadania: Você não vê por aqui
(Pelo menos, não essa cidadania-chavão que anda por aí)
Acho esse papo de “sustentabilidade”, “cidadania”, “responsabilidade social” das empresas o cúmulo da hipocrisia. Já fui executivo de uma pequena empresa fornecedora da Petrobras (“líder brasileira em sustentabilidade”), e fui massacrado. Já prestei serviços para o Banco Real, um “banco cidadão”, e fui desrespeitado de todas as formas possíveis. E já trabalhei para SEBRAE, uma entidade comprometida com a “responsabilidade social”, e fui tratado como lixo.
Num futuro próximo, entro em detalhes sobre esse assunto, mas por hora gostaria que você lesse o artigo abaixo, do aqui onipresente Pondé para a Folha de hoje. Até breve.
A viúva e o cowboy
Uma palavra que, com o passar do tempo, começou a me encher o saco foi a palavra “cidadania”
NÃO GOSTO de arte como ferramenta de cidadania. Uma palavra que, com o tempo, passou a me encher o saco foi “cidadania”.
“Faixa cidadã” (faixa para motocicletas), “teologia cidadã”. Desta, então, eu não tenho a mínima ideia do que seja.
Talvez (arrisco uma hipótese, toda minha, mas inspirada no que poderia ser a defesa da “cidadania bíblica dos gays”), seja uma releitura da Bíblia a partir da “Queer Theology” (“teologia bicha”)? Ou seja, quem sabe Jesus e seus discípulos formavam uma comunidade gay e a traição de Judas teria sido uma crise de ciúmes porque Jesus preferia “meninos” como João. Humm…
Tem mais: “Pedagogia cidadã” (seria: “Não reprove ninguém, respeite os direitos dos alunos não saberem nada da matéria e permitam que eles construam as avaliações coletivamente”), ou “geografia cidadã” (no lugar de ensinar a localização dos países na aula de geografia, obrigue os alunos a saberem de cor a gloriosa história do sindicato dos boias-frias), ou “sexo cidadão” (deve ser sexo sem invadir a intimidade do/a outro/a!!).
Nem o coitado do Rousseau (e seus tarados jacobinos), que amava a humanidade, mas abandonou os filhos e a esposa, imaginou que levassem tão longe seus pobres delírios em suas caminhadas solitárias.
E o pior é a história do “voto cidadão” e “a festa da democracia para a qual o título é seu convite”. Sou obrigado a votar e ainda chamam isso de “direito cidadão”. Quer saber? Deixem-me em paz e não me obriguem a votar. Acho que o voto deveria ser facultativo no Brasil, como é na maioria dos países civilizados do planeta.
Mas eu dizia que não gosto desse negócio de arte como ferramenta de cidadania. Por quê? Porque faz da arte coisa de retardado.
Antes de tudo, nada contra o uso de arte nas escolas. Mas, é claro, a maioria de nós (incluindo a mim mesmo que não sei desenhar nem uma casinha) não é capaz de qualquer arte. Este papo de que “todo mundo tem uma competência que lhe define” é conversa mole de pedagogo de autoajuda.
Melhor logo dizer que o universo conspira a favor de todos os alunos e que basta se concentrar que você vira Da Vinci ou Shakespeare. A história do mundo, seja ela artística, política, econômica, social ou científica, sempre foi feita por alguns poucos seres humanos. A maioria nunca fez nada além de tocar sua vidinha medíocre e continua assim, afora a “publicidade cidadã”.
Num sábado de preguiça, eu e minha bela esposa assistimos na TV a um filme de cowboy, desses antigos nos quais homem é homem e mulher é mulher (que saudade…), com James Stewart, Rachel Welch, Dean Martin e George Kennedy chamado “O Preço de um Covarde”.
Nada deste papo furado de “filme cidadão”, onde as mulheres lutam com espadas para provar que são iguais aos homens (ou melhores do que os homens), ou heróis se emocionam diante de uma lagartixa em agonia ou lutam em favor de um país africano onde todo mundo é santo, menos os brancos interesseiros. Enfim, essa arte com compromisso social é sempre lixo.
O filme apresenta a vida como ela é: sem coerência, sem roteiro moral prévio, submetida ao acaso desarticulador de toda esperança vã. Rachel Welch é uma recém-viúva milionária. É pega como refém pelo bando de Dean Martin, condenado à forca, mas que é salvo pelo irmão James Stewart.
Este é um homem generoso que busca salvar seu irmão não só da forca, mas do desencanto com a vida que o levou ao crime. George Kennedy, xerife da cidade e apaixonado por Rachel Welch, é um homem honesto e virtuoso que irá corajosamente à caça do bando.
Dean Martin encontra na inesperada paixão entre ele e Rachel Welch o motor suficiente pra fazê-lo escutar o conselho de seu irmão: “Deixe a vida criminosa e vá fazer uma família”.
O xerife, quando consegue prender o bando, pede a mão da bela mulher, mas ela recusa, ainda que ele seja honesto e devoto a ela. Ela prefere o criminoso. Este, em claro processo de redenção, acaba morto (junto com seu irmão), destruindo toda a esperança.
Qual é a moral dessa história? Nenhuma. Ou, arrisquemos uma: a vida é cega.








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