Toca Raul!!! Blog do Raul Marinho

Carta aos pilotos de helicóptero do Brasil

Posted in Aviação by Raul Marinho on 23 julho, 2010

Caros amigos ex-colegas do curso teórico de PP e de PC no Aeroclube de São Paulo, caros amigos pilotos profissionais de helicópteros que atuam no Campo de Marte, caros amigos pilotos de plataforma, eu tenho algo importante para falar a vocês.

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Apertem os cintos, o piloto faliu

Posted in Aviação by Raul Marinho on 23 julho, 2010

Sem alarde, está sendo feita uma reforma na legislação aeronáutica que vai deixar o filet mignon da aviação com os pilotos estrangeiros. Aos nativos, restarão os aviões Paulistinha, de pau, pano e cano.

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Perco o leitor, mas não perco a piada…

Posted in Uncategorized by Raul Marinho on 22 julho, 2010

Sei que é de péssimo gosto, mas não resisti…

Do Bobagento, que pegou n’O Macho Alpha

Dia de fúria

Posted in Uncategorized by Raul Marinho on 21 julho, 2010

Estive no correio hoje, para mandar uma única carta, não registrada, R$1,90. Demorou 40min., e só havia 2 pessoas na minha frente. Eram 3 atendentes: uma paquerando o cliente, outra atendendo morosamente um boy com umas 15 cartas registradas, e uma terceira aparentemente portadora de transtornos motores e cerebrais. Deu vontade, mas não cheguei ao ponto que esse tio aí chegou:

Após demora em atendimento, aposentado mata servidora da Secretaria da Saúde em SC

JEAN-PHILIP STRUCK

DE SÃO PAULO

Um aposentado matou ontem a tiros uma funcionária da Secretaria Municipal da Saúde de Correia Pinto (258 km de Florianópolis) por causa da demora no atendimento.

Segundo a Polícia Civil, Celso Muniz Coelho, 65, afirmou que havia cerca de um mês vinha procurando a Secretaria de Saúde do município para tratar uma hipertensão e em pelo menos cinco ocasiões voltou para casa sem ser atendido.

Na terça-feira (20), cerca de duas horas antes do crime, o aposentado foi à delegacia da cidade para registrar um boletim de ocorrência por omissão de socorro. Após o registro, segundo a polícia, Coelho voltou para casa e pegou um revólver calibre 38 e uma faca. Por volta de 18h30, se dirigiu para a sede da Secretaria.

Lá, ele disparou cinco vezes contra a servidora Lenimar Aparecida Ribeiro, 41. A polícia não soube informar quantos tiros acertaram a servidora. Ela morreu quando era levada a um hospital no município vizinho de Lages.

Segundo o delegado titular de Correia Pinto, Fabiano Henrique Schmitt, Coelho se entregou à polícia logo após o crime. Ele permanece preso acusado de homicídio doloso (com intenção de matar) e por porte ilegal de arma.

Em depoimento, ele disse que praticou o crime “em nome do povo” e porque não aguentava mais o descaso no atendimento.

A Folha tentou entrar em contato com a Prefeitura de Correia Pinto, mas ninguém atendeu o telefone.

Mais, aqui: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/770322-apos-demora-em-atendimento-aposentado-mata-servidora-da-secretaria-da-saude-em-sc.shtml

A solussão dos seus pobrema

Posted in Uncategorized by Raul Marinho on 20 julho, 2010

Do impagável Aqui tem coisa, que por sua vez pegou do impagável Porão abaixo, que acho que foi quem fez:

Queimem hereges!!!

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 20 julho, 2010

Da Folha de hoje:

Engano faz muçulmanos rezarem em direção à África

Por um erro de cálculo, milhões de muçulmanos da Indonésia, a nação com a maior população islâmica do mundo, vinham sendo privados de seguir um dos preceitos básicos da religião. Em vez de rezar em direção à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, eles estavam se voltando ao Quênia e à Somália, na África.

Após consultar cosmógrafos e astrônomos, o Conselho de Ulemás da Indonésia (CUI) -mais alto órgão islâmico do país- admitiu ter errado ao determinar, em março, que os fiéis indonésios direcionassem suas orações a oeste. Agora, orienta que mirem o noroeste.

No entanto, o porta-voz do grupo tentou tranquilizar os religiosos, ao explicar que a falha não havia impedido que Alá ouvisse as suas rezas. “Deus compreende que o homem cometa erros”, disse Ma’ruf Amin.

Não é a primeira vez que ações do conselho ganham as manchetes.

Nos últimos meses, o órgão condenou a aplicação de vacinas contra a meningite no país, porque elas eram produzidas a partir de porcos -cujo consumo é proibido pelo islã.

ROUPAS JUSTAS

O grupo também se posicionou contra o uso de roupas esportivas justas -por despertarem o desejo sexual-, o yoga hindu e as celebrações do Dia de São Valentim, o santo padroeiro dos namorados.

Muitos fiéis seguem as determinações do órgão, por considerar que ignorá-las equivale a pecar.

Com mais de 200 milhões de muçulmanos (cerca de 90% da população), a Indonésia tem a maior população islâmica do mundo.

A maioria, no entanto, é conhecida por professar a fé de forma moderada.

Na minha opinião, esses hereges que rezaram para o lado errado teriam que arder no mármore do inferno. Muito liberal esse Ma’ruf Amin…

Chatice alimentar evolutiva

Posted in Evolução & comportamento, teoria da evolução by Raul Marinho on 20 julho, 2010

Do UOL Ciência e Saúde de hoje:

Fato de crianças serem chatas para comer tem explicação evolutiva

O fato de as crianças serem mais chatas para comer tem uma explicação evolutiva, aponta estudo da pesquisadora Lucy Cooke, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da Universidade College London. “Onívoros (que se alimentam de animais e vegetais) têm a vantagem de possuir uma variedade de opções de comida, mas enfrentam o desafio de identificar quais são saudáveis. Naturalmente, as crianças demonstram aversão ao novo, preferindo os alimentos familiares, com sabores mais simples e doces. No passado, isso promovia a sobrevivência, mas, no mundo moderno, pode ter efeitos adversos na qualidade da dieta”, diz ela em um artigo. O grande problema é quando o medo do novo persiste na idade adulta.

Adultos com paladar de criança intrigam cientistas

Antigamente se achava que apenas as crianças implicavam com determinados alimentos e preferiam comidas como pizza, batata frita e chocolate. Mas, nos últimos anos, pesquisadores perceberam que muitos adultos mantêm hábitos considerados infantis na hora que se sentam à mesa. E, agora, a antipatia a certos grupos de alimentos tem sido tratada por estudiosos de universidades americanas e canadenses como um distúrbio alimentar similar à bulimia e anorexia.

A nutricionista Hellen Coelho, que desenvolveu na Faculdade de Saúde Pública da USP um estudo para descobrir como funciona o paladar infantil, explica que, quanto mais nova a criança, mais sensível ela é aos sabores azedo e amargo. “Com o tempo, essa sensibilidade vai diminuindo, por isso as pessoas passam a gostar de café e de cerveja, por exemplo. Mas os hábitos alimentares têm forte influência.”

Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), conta que até os 12 meses de idade a preferência pelos sabores doce e salgado predomina. “Se a criança não for estimulada a experimentar alimentos variados, não aprende a gostar de outros sabores”, explica a médica.

Segundo as recomendações da SBP, é preciso oferecer pelo menos dez vezes um alimento para a criança, em diferentes situações e apresentações, antes de ter certeza de que ela não gosta. “Com insistência e oferecendo o alimento de formas diferentes é possível vencer a aversão inicial. Após os 3 anos, esse processo se torna cada vez mais difícil.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cidadania: Você não vê por aqui

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 5 julho, 2010

(Pelo menos, não essa cidadania-chavão que anda por aí)

Acho esse papo de “sustentabilidade”, “cidadania”, “responsabilidade social” das empresas o cúmulo da hipocrisia. Já fui executivo de uma pequena empresa fornecedora da Petrobras (“líder brasileira em sustentabilidade”), e fui massacrado. Já prestei serviços para o Banco Real, um “banco cidadão”, e fui desrespeitado de todas as formas possíveis. E já trabalhei para SEBRAE, uma entidade comprometida com a “responsabilidade social”, e fui tratado como lixo.

Num futuro próximo, entro em detalhes sobre esse assunto, mas por hora gostaria que você lesse o artigo abaixo, do aqui onipresente Pondé para a Folha de hoje. Até breve.

A viúva e o cowboy

Uma palavra que, com o passar do tempo, começou a me encher o saco foi a palavra “cidadania”

NÃO GOSTO de arte como ferramenta de cidadania. Uma palavra que, com o tempo, passou a me encher o saco foi “cidadania”.

“Faixa cidadã” (faixa para motocicletas), “teologia cidadã”. Desta, então, eu não tenho a mínima ideia do que seja.

Talvez (arrisco uma hipótese, toda minha, mas inspirada no que poderia ser a defesa da “cidadania bíblica dos gays”), seja uma releitura da Bíblia a partir da “Queer Theology” (“teologia bicha”)? Ou seja, quem sabe Jesus e seus discípulos formavam uma comunidade gay e a traição de Judas teria sido uma crise de ciúmes porque Jesus preferia “meninos” como João. Humm…

Tem mais: “Pedagogia cidadã” (seria: “Não reprove ninguém, respeite os direitos dos alunos não saberem nada da matéria e permitam que eles construam as avaliações coletivamente”), ou “geografia cidadã” (no lugar de ensinar a localização dos países na aula de geografia, obrigue os alunos a saberem de cor a gloriosa história do sindicato dos boias-frias), ou “sexo cidadão” (deve ser sexo sem invadir a intimidade do/a outro/a!!).

Nem o coitado do Rousseau (e seus tarados jacobinos), que amava a humanidade, mas abandonou os filhos e a esposa, imaginou que levassem tão longe seus pobres delírios em suas caminhadas solitárias.

E o pior é a história do “voto cidadão” e “a festa da democracia para a qual o título é seu convite”. Sou obrigado a votar e ainda chamam isso de “direito cidadão”. Quer saber? Deixem-me em paz e não me obriguem a votar. Acho que o voto deveria ser facultativo no Brasil, como é na maioria dos países civilizados do planeta.

Mas eu dizia que não gosto desse negócio de arte como ferramenta de cidadania. Por quê? Porque faz da arte coisa de retardado.

Antes de tudo, nada contra o uso de arte nas escolas. Mas, é claro, a maioria de nós (incluindo a mim mesmo que não sei desenhar nem uma casinha) não é capaz de qualquer arte. Este papo de que “todo mundo tem uma competência que lhe define” é conversa mole de pedagogo de autoajuda.

Melhor logo dizer que o universo conspira a favor de todos os alunos e que basta se concentrar que você vira Da Vinci ou Shakespeare. A história do mundo, seja ela artística, política, econômica, social ou científica, sempre foi feita por alguns poucos seres humanos. A maioria nunca fez nada além de tocar sua vidinha medíocre e continua assim, afora a “publicidade cidadã”.

Num sábado de preguiça, eu e minha bela esposa assistimos na TV a um filme de cowboy, desses antigos nos quais homem é homem e mulher é mulher (que saudade…), com James Stewart, Rachel Welch, Dean Martin e George Kennedy chamado “O Preço de um Covarde”.

Nada deste papo furado de “filme cidadão”, onde as mulheres lutam com espadas para provar que são iguais aos homens (ou melhores do que os homens), ou heróis se emocionam diante de uma lagartixa em agonia ou lutam em favor de um país africano onde todo mundo é santo, menos os brancos interesseiros. Enfim, essa arte com compromisso social é sempre lixo.

O filme apresenta a vida como ela é: sem coerência, sem roteiro moral prévio, submetida ao acaso desarticulador de toda esperança vã. Rachel Welch é uma recém-viúva milionária. É pega como refém pelo bando de Dean Martin, condenado à forca, mas que é salvo pelo irmão James Stewart.

Este é um homem generoso que busca salvar seu irmão não só da forca, mas do desencanto com a vida que o levou ao crime. George Kennedy, xerife da cidade e apaixonado por Rachel Welch, é um homem honesto e virtuoso que irá corajosamente à caça do bando.

Dean Martin encontra na inesperada paixão entre ele e Rachel Welch o motor suficiente pra fazê-lo escutar o conselho de seu irmão: “Deixe a vida criminosa e vá fazer uma família”.

O xerife, quando consegue prender o bando, pede a mão da bela mulher, mas ela recusa, ainda que ele seja honesto e devoto a ela. Ela prefere o criminoso. Este, em claro processo de redenção, acaba morto (junto com seu irmão), destruindo toda a esperança.

Qual é a moral dessa história? Nenhuma. Ou, arrisquemos uma: a vida é cega.

ONG se propõe a combater a boletite

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 1 julho, 2010

Nestes posts, abordei o tema da boletite, o consumismo excessivo, e relatei a única alternativa realmente eficaz para o seu combate: a mudança da filosofia de tributação, da renda para o consumo. Ontem, a Folha de S.Paulo publicou uma entrevista com o Christopher Flavin, presidente do Worldwatch Institute (reportagem de Cláudio Angelo), sobre o mesmo tema. Vale a pena dar uma lida:

ONG propõe frear “escalada de consumo” com imposto

Worldwatch Institute lança hoje edição de 2010 de “O Estado do Mundo”, a Bíblia ambiental, com foco em mudanças culturais

O mundo deveria reduzir impostos sobre renda e serviços e taxar o consumo excessivo da população dos países ricos -e da parcela rica dos países emergentes.

Essa é a solução proposta pelo ambientalista Christopher Flavin, presidente do Worldwatch Institute, para reduzir a “escalada de consumismo” que impede que a humanidade se “equilibre com a natureza”.

A ONG lança hoje o “Estado do Mundo”, publicação anual que já foi considerada a Bíblia do ambientalismo. Publicada desde 1984, a série tem se notabilizado por antecipar o debate ambiental -já em 2001, por exemplo, falava em “descarbonização da economia”, bem antes que o termo virasse moda.

Na edição deste ano, o “Estado do Mundo” trata de como transformar a cultura e o consumo, abordando desde a publicidade até a mídia. De seu escritório em Washington, Flavin falou à Folha. O livro pode ser baixado gratuitamente na internet (www.worldwatch.org.br).

Folha – Toda vez que os ambientalistas abordam o tema cultura, eles não conseguem ir além do clichê do consumo insustentável. Como vocês esperam fazer diferente?

Christopher Flavin – A chave não está apenas em identificar isso como um fator, mas sim em mudar a cultura de uma forma que faça diferença. E o que é empolgante neste livro este ano é que nós identificamos uma série de iniciativas de sucesso. Um exemplo é a Interface, uma empresa produtora de tapetes e carpetes nos EUA, que há 15 ou 20 anos realmente abraçou a sustentabilidade na cultura corporativa e mudou o seu sistema de valores. Ela acabou tendo muito sucesso economicamente.

Como o sr. espera entregar uma mensagem de menos consumo em sociedades como o Brasil, que tem 20 milhões de pessoas que acabam de sair da pobreza?

Embora haja uma quantidade enorme de pessoas no Brasil que compreensivelmente querem aumentar seu consumo, há também muitas pessoas que vivem tão bem quanto ou melhor que muita gente na Europa e nos EUA. Vocês têm a oportunidade de pular alguns dos padrões mais destrutivos de consumo que atravessamos nos EUA nas últimas décadas.

É possível produzir mudanças culturais apenas com incentivos positivos? Até agora, impostos ainda parecem ser a melhor solução…

É claro que você precisa de impostos para financiar operações do governo e, sendo este o caso, acho que faz sentido mudar alguns desses impostos sobre coisas como renda e serviços e redirecioná-los para consumo ou emissões de carbono. Precisamos ter uma certa quantidade de impostos para ter uma sociedade que funcione, a questão é o que taxar. E podemos ajudar esse processo ao direcionar impostos de forma a desencorajar o consumo material que causa a maioria desses problemas.