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Chatice alimentar evolutiva

Posted in Evolução & comportamento, teoria da evolução by Raul Marinho on 20 julho, 2010

Do UOL Ciência e Saúde de hoje:

Fato de crianças serem chatas para comer tem explicação evolutiva

O fato de as crianças serem mais chatas para comer tem uma explicação evolutiva, aponta estudo da pesquisadora Lucy Cooke, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da Universidade College London. “Onívoros (que se alimentam de animais e vegetais) têm a vantagem de possuir uma variedade de opções de comida, mas enfrentam o desafio de identificar quais são saudáveis. Naturalmente, as crianças demonstram aversão ao novo, preferindo os alimentos familiares, com sabores mais simples e doces. No passado, isso promovia a sobrevivência, mas, no mundo moderno, pode ter efeitos adversos na qualidade da dieta”, diz ela em um artigo. O grande problema é quando o medo do novo persiste na idade adulta.

Adultos com paladar de criança intrigam cientistas

Antigamente se achava que apenas as crianças implicavam com determinados alimentos e preferiam comidas como pizza, batata frita e chocolate. Mas, nos últimos anos, pesquisadores perceberam que muitos adultos mantêm hábitos considerados infantis na hora que se sentam à mesa. E, agora, a antipatia a certos grupos de alimentos tem sido tratada por estudiosos de universidades americanas e canadenses como um distúrbio alimentar similar à bulimia e anorexia.

A nutricionista Hellen Coelho, que desenvolveu na Faculdade de Saúde Pública da USP um estudo para descobrir como funciona o paladar infantil, explica que, quanto mais nova a criança, mais sensível ela é aos sabores azedo e amargo. “Com o tempo, essa sensibilidade vai diminuindo, por isso as pessoas passam a gostar de café e de cerveja, por exemplo. Mas os hábitos alimentares têm forte influência.”

Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), conta que até os 12 meses de idade a preferência pelos sabores doce e salgado predomina. “Se a criança não for estimulada a experimentar alimentos variados, não aprende a gostar de outros sabores”, explica a médica.

Segundo as recomendações da SBP, é preciso oferecer pelo menos dez vezes um alimento para a criança, em diferentes situações e apresentações, antes de ter certeza de que ela não gosta. “Com insistência e oferecendo o alimento de formas diferentes é possível vencer a aversão inicial. Após os 3 anos, esse processo se torna cada vez mais difícil.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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