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O sexo frágil (à recessão)

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 16 março, 2009

mulhernotrabalho

Deu no The New York Times (vide matéria abaixo de Floyd Norris) que o desemprego entre os homens está pior que entre as mulheres na atual crise econômica. Quero ver se o governo adotar alguma política discricionária, a gritaria que elas não vão fazer…

Recessão faz mais homens perderem emprego que as mulheres

Quando a economia norte-americana começou a desacelerar-se dois anos atrás, eram as mulheres que corriam maior risco de perder os empregos. Os homens, especialmente aqueles com alto nível educacional e no apogeu das suas carreiras, tinham maior probabilidade de permanecerem empregados.

Isso mudou de forma drástica. De fevereiro do ano passado a fevereiro deste ano, o período para o qual existem os mais recentes dados disponíveis, os índices de desemprego entre os homens aumentaram em um ritmo mais rápido do que o das mulheres, independentemente do nível educacional e da idade.

Simplesmente ficou mais difícil para os homens preservar os seus empregos.

Um ano atrás, em fevereiro de 2008, os homens que tinham frequentado a faculdade mas que não possuíam diploma registravam um índice de desemprego de 4,1%, abaixo do índice nacional, que era de 4,5%.

Mas, em fevereiro deste ano, o índice de desemprego para esse grupo mais do que dobrou, chegando a 8,9%, bem acima do índice nacional, que foi de 8,1%.

Para as mulheres com o mesmo nível educacional, o índice de um ano atrás foi de idênticos 4,1%. Esse índice também subiu, mas apenas para 6,3%.

O Departamento de Estatísticas Trabalhistas, que calcula os números com base em uma pesquisa de domicílios, não fornece ajustes sazonais para os índices de desemprego referentes a esses grupos. Como resultado, a comparação das mudanças ocorridas em períodos de menos de um ano está sujeita a distorções sazonais.

Os índices de desemprego para homens e mulheres com nível de educação superior ainda estão relativamente baixos, mas ambos estão subindo. No decorrer de 12 meses, o índice de desemprego dos homens com educação superior subiu de 2% para 4,1%. No caso das mulheres com a mesma qualificação educacional o aumento no período foi de 2,1% para 3,9%.

O exame da idade dos trabalhadores também revela um quadro perturbador para os homens que se encontram naquela fase que vinha sendo o ápice de suas carreiras. Há um ano, os homens de 35 a 44 anos, e aqueles de 45 a 54, acusavam índices de desemprego inferiores à média nacional. Agora os índices desses grupos, respectivamente de 8,5% e 8,7%, são superiores à média nacional. Os índices correspondentes para as mulheres são de 6,4% e 5,7%.

Em fevereiro de 2007, o índice nacional de desemprego era de 4,5%, apenas um pouco acima do patamar mínimo do ciclo, que foi de 4,4%, e que foi atingido pela última vez em março de 2007. O aumento no ano seguinte foi pequeno, para 4,8%, sendo que as mulheres apresentaram uma tendência um pouco pior do que os homens em termos de aumento dos índices de desemprego.

A média do índice de desemprego para as mulheres com 25 anos ou mais foi de 6,2% em fevereiro de 2009, enquanto o índice dos homens desta mesma faixa etária foi de 9%. Essa diferença, de 2,8 pontos percentuais, foi a maior desde que o Departamento de Estatísticas Trabalhistas começou a compilar os números em 1948.

Antes deste ano, a maior diferença mensal já registrada foi de 1,9 ponto percentual, referente a fevereiro de 1983, durante uma outra recessão severa. Em janeiro deste ano, a diferença foi de 2,3 pontos percentuais.

Antes da década de 1980, as recessões não pareciam atingir mais os trabalhadores do sexo masculino do que as mulheres trabalhadoras. Mas, desde então, as crises de desemprego foram geralmente piores para os homens, pelo menos nos últimos meses.

O índice de desemprego para os homens, que apresentam uma tendência maior de terem empregos externos, tende a subir durante os meses mais frios. Assim, o fato de os números de fevereiro serem especialmente ruins para os homens deve-se em parte a fatores sazonais.

Mas, não obstante, a tendência recente é clara. Segundo uma base anual, o desempenho relativo dos homens tornou-se significativamente pior em setembro do ano passado, quando a economia começou a sofrer uma queda drástica, e essa tendência se manteve desde então em todos os meses sucessivos.

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