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Lendas darwinistas

Posted in Atualidades, Evolução & comportamento, teoria da evolução by Raul Marinho on 9 março, 2009

darwin

Incrível como a Teoria da Evolução é mal compreendida, mesmo por quem a aceita. Uma das principais confusões que se faz é sobre o próprio significado da palavra “evolução”, entendida no senso comum como avanço, melhoria, como na charge acima (publicada no blog do Noblat), que trata do caso do aborto da menina de 9 anos que fora estuprada pelo padrasto. Nela, o chargista tentou fazer uma crítica à Igreja Católica, que teria sido retrógrada (não evoluída) ao condenar à excomunhão os envolvidos no aborto, mas poupado o próprio estuprador.

Eu mesmo achei a posição da Igreja retrógrada, como se pode ver nesse post. O problema é que a palavra evolução, quando colocada na boca de Charles Darwin, não significa a mesma coisa que evolução no senso comum. As espécies não evoluem para ficarem melhores ou mais avançadas, a evolução darwinista é sobre a sobrevivência diferencial dos indivíduos mais adaptados ao meio em uma determinada população, mesmo que isso signifique retrocesso. Por exemplo: determinados peixes deixam de ter olhos funcionais ao evoluírem para sobreviver em profundidades marinhas abissais, e não se pode dizer que peixes cegos são mais avançados que peixes que enxergam, se tomarmos a palavra evolução no seu senso comum.

Outro equívoco da charge é insinuar que o ser humano seria a espécie mais evoluída do planeta. Nós não somos mais evoluídos que uma formiga, uma samambaia ou uma bactéria modernas: nós somos tão evoluídos quanto estas espécies. O fato de termos mais capacidade cognitiva ou desenvolvermos tecnologia e cultura nos faz mais evoluídos no senso comum, mas não no sentido darwinista do termo. Nós somos tão adaptados a sobreviver no meio ambiente quanto qualquer outra espécie viva, e mesmo em relação às espécies extintas, também seria incorreto dizermos que alguma é mais ou menos evoluída, já que estas eram adaptadas no meio ambiente delas.

De qualquer maneira, no mesmo blog do Noblat, também é possível encontrar um exemplo de autor “leigo” (não biólogo) que entende, de fato, o que significa evolução no sentido darwinista. Vale a pena ler esse artigo, do Luís Fernando Veríssimo, para ver um exemplo de bom texto sobre darwinismo.

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