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Esses blogueiros anônimos pervertidos…

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 9 dezembro, 2008

anonimo

O velho jornalista que habita a Folha de São Paulo acordou mais ranzinza do que nunca. Agora, sua ira recai sobre a blogolândia/twitterlândia, que ele entende inimigo mortal do “jornalismo de verdade” (ou seja: o único possível, o que ele faz). Se você não tiver absolutamente mais nada para fazer, leia a coluna de hoje do señor Rossi, abaixo, e entenda o que estou dizendo.

Quando o erro é anônimo

A “Tribune”, que edita, entre outros, os jornais “Chicago Tribune” e “Los Angeles Times”, está na iminência da bancarrota. Já o “New York Times”, que é um pouco sinônimo de grande jornal, vai hipotecar sua sede para obter liqüidez.
São notícias que levarão água para o moinho dos que acreditam que o jornal em papel está condenado à morte -e eventualmente súbita.
Calma. Só parte das dificuldades dessas empresas está de fato vinculada à queda na vendagem e, principalmente, na receita publicitária, fenômeno mais agudo nos Estados Unidos e em países europeus do que nos chamados mercados emergentes, Brasil inclusive.
Mais calma ainda nos festejos pela substituição do papel pelos “blogs”, “twitters” e demais bossas da informação on-line ou por telefone. Democratiza mais a informação? Sim. Melhora a sua qualidade? Não necessariamente.
Os “twitters”, aquelas mensagens curtas enviadas pelo celular, chegaram a ser celebrados como principal fonte de informação, por exemplo, no caso dos atentados em Mumbai, na Índia.
Agora, a BBC acaba de se desculpar por ter sido descuidada em usar um rumor (que se revelou falso) difundido via “twitter”. “Deveríamos ter checado antes e só divulgado depois, se confirmada a informação” (o que não aconteceria), admite o editor Steve Herrmann.
O leitor, se consulta regularmente a internet, sabe que se trata de território livre para boato, informação interessada, lobbies nem sempre honestos nem legítimos, fantasias, teorias malucas ou venenosas etc. etc. etc.
Não que os jornais sejam santos ou perfeitos. Mas, em caso de erro, o leitor sabe a quem reclamar, pois tem o endereço, o telefone, o CNPJ, o e-mail, o ombudsman. Nos “twitters” da vida e seus parentes, o erro é anônimo.
Pior para o leitor.

Agora, como de praxe, meus comentários (hoje, só três, porque estopu com pressa):

1)A crise por que passam os citados jornais estadunidenses tem muito mais a ver com a recessão e questões administrativas do que a concorrência  dos blogs anônimos. A mídia eletrônica (vide este afamado blog) está presente em todo o mundo, mas só existem alguns casos isolados (e todos nos EUA) de bancarrota iminente. Por que será?

2)Blogs erram? Sim. Blogs erram mais que os jornais? Aí já não sei responder. Endereço, telefone, CNPJ, e-mail, ombudsman resolve alguma coisa? Tá de sacanagem, né CR!!!???

3)”Território livre para boato, informação interessada, lobbies nem sempre honestos nem legítimos, fantasias, teorias malucas ou venenosas etc. etc. etc.” é, na minha opinião, a descrição precisa da coluna do Clóvis Rossi na Folha.

(Na foto acima, um flagrante do editor deste informativo midiático no momento em que se preparava para mais uma calúnia ao “jornalismo sério”).

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2 Respostas

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  1. karina said, on 1 junho, 2009 at 10:35 am

    além disso, o exemplo que ele cita pra corroborar sua tese é justamente uma trapalhada da grande mídia!!! a BBC recebeu uma informação via twitter e não teve o cuidado mínimo de checá-la antes de divulgar! ora, mas esse é o papel de qualquer leitor online, quiçá da mídia tradicional que sempre se vangloriou aos quatro ventos de ser detentora (exclusiva) de credibilidade! lógico que boatos e inverdades existem na internet… tanto quanto existem e sempre existiram no mundo físico. a obrigação do jornalista é a de checar, mas, parece que os leitores online aprenderam melhor e mais naturalmente esse princípio que aqueles que o estudaram. Pior para o leitor, nesse caso, da BBC! 😉

  2. Raul Marinho said, on 1 junho, 2009 at 12:49 pm

    Pois é, o Clóvis Rossi quis dar a entender que o Twitter é que não seria confiável… Bem, é lógico que ele não é, como também não são conversas de botequim. Deveria ser obrigação do jornalista saber o que é que tem de verdade em conversas de botequim e twitadas, e justamente porque os jornalistas não fazem a sua parte é que a imprensa tradicional está falindo. Aliás, entre os culpados dessa falência estão profissionais desqualificados como o Clóvis Rossi.


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