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Spy vs spy

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 29 novembro, 2008

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Sabe quando, numa discussão, ninguém tem razão? Olha só a atrocidade, direto do blog do Noblat:

Polícia pede e site entrega dados de 11 internautas

Se você é usuário casdastrado no site CorreioWeb do Correio Braziliense, fique sabendo que seus dados podem ir parar nas mãos da Polícia Federal mesmo sem autorização judicial. Basta que a polícia peça.

Foi o que aconteceu em maio do ano passado com 11 participantes de um chat que assinavam suas mensagens com apelidos como “pindaíba”, “desvendando”, “agente sofre-dor”, “arapongamandraque” e “james bondcama”.

Dado ao conteúdo das mensagens postadas com críticas aos serviços de inteligência do governo, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) desconfiou que os 11 usuários poderiam ser seus funcionários. Pediu então à polícia que os identificasse. A polícia repassou o pedido à direção do Correio Braziliense.

E o que fez o jornal? Forneceu nome completo, CPF e e-mails declarados pelos 11 no ato de se cadastrarem. Informou também o endereço IP (protocolo de internet) dos internautas, o que permite localizar o computador usado para acessar o site.

A polícia disse ao jornal Folha de São Paulo que “apesar da suspeita alegada de que funcionários estariam circulando informações sigilosas, não houve qualquer indício de crime, uma vez que as mensagens somente traziam algumas críticas à administração da Abin”.

Ainda segundo a polícia, “as regras do CorreioWeb dizem que não será resguardado o sigilo dos dados dos usuários quando “eles se tornarem alvos de investigação”. As informações, porém, serão fornecidas “apenas diante de ordem judicial e/ ou autoridade policial”.

Certamente é com base no adendo “e/ ou autoridade policial” que o superintendente jurídico do Correio Braziliense, Vitório Augusto de Fernandes Melo, alega não ter havido quebra de sigilo, “pois as informações poderiam ser fornecidas a autoridades policiais – no caso, para a PF- sem ordem judicial.”

A partir dos dados colhidos pela Polícia Federal, a Abin abriu processo administrativo disciplinar contra os funcionários investigados.

Diante do exposto, pergunta-se:

  1. Como é que o Correio Braziliense entrega os clientes assim, de bandeja? O que passa pela cabeça de um profissional que responde pelo cargo de superintendente jurídico tomar uma decisão dessas?
  2. Como é que um funcionário da ABIN – i.e.: um profissional da área de inteligência – comete um erro  tão básico como o de deixar rastro na internet? Justamente numa discussão em que se metia o pau na ABIN?

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