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Diferenças

Posted in Atualidades, Uncategorized by Raul Marinho on 25 novembro, 2008

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Como é a viver num lugar praticamente sem luz do dia? Se você se interessa por esse tipo de coisa, não deixe de ler o artigo abaixo, da Sandra Paulsen (um dos poucos nomes que a Alta Direção deste blog não fala mal), colunista do Blog do Noblat:

Reflexos no escuro

No Brasil, temos a idéia de que, «em condições normais de temperatura e pressão», criança não fica na rua sozinha quando a noite cai, não é mesmo? Em novembro e dezembro, se a regra fosse aplicada à Suécia, criança ficaria em casa o dia inteiro! Ou quase!

É que, nesta época do ano, a escuridão é tal que a iluminação pública automática às vezes permanece acesa dia e noite, ou dia e dia, ou noite e noite, já que é tudo quase a mesma coisa.

É claro que estou exagerando nas tintas, mas a verdade é que, na típica escuridão do outono e do inverno suecos, é importante que as pessoas, principalmente as crianças brincando ou andando nas ruas, usem reflexos nas roupas. Imagino que vocês não sabiam disso.

Lembrei de falar dos reflexos porque li hoje no Brassar um artigo a respeito. O http://www.brassar.se é um portal de grande interesse para os brasileiros perdidos aqui no polo norte. Apresenta informações indispensáveis, notícias, curiosidades sobre a Suécia, para brasileiros radicados neste país ou para interessados em saber como é a vida aqui.

No artigo que li, a vibrante brasileira Joana Öberg, que idealizou e mantém o «site», fala justamente disso: da necessidade de comprar plaquinhas refletoras para as crianças andarem nas ruas.

Jo apresenta a questão, corretamente, como de vida ou morte, e conta sua experiência de «quase atropelamento» de uma pessoa adulta, que andava na beira do caminho sem os devidos reflexos.

Os reflexos estão presentes em sapatos, jaquetas, bicicletas e até na coleira dos cães que saem a passear com seus donos, também devidamente equipados com plaquinhas refletoras.

Pode parecer bobagem, mas não é não. Os reflexos são realmente um importante assunto no cotidiano daqui e dão margem a outras discussões ainda mais espinhosas. Como por exemplo, sobre a conveniência ou não de as crianças dos jardins infantis municipais usarem coletes ou jaquetas refletoras contendo publicidade e propaganda.

É isso mesmo. Diversas empresas deram-se conta de que os famosos coletinhos amarelos – usados por todas as crianças nas creches e escolinhas de Estocolmo no outono e no inverno – são fantásticos «postes de propaganda» móveis.

As empresas, então, doam coletes e jaquetas refletoras, com seu logotipo incluído, às escolas municipais. O supermercado Ica também fez sua campanha, no começo do outono, doando coletes a seus clientes-freqüentes. E as crianças saem portando logotipos «incandescentes» pelos jardins e parquinhos da cidade.

Uma importante companhia de seguros, por exemplo, defende o uso dos coletes infantis para propaganda, com a justificativa de que «para nós o que é importante é proteger as crianças e prevenir acidentes».

E os reflexos viraram tema político, em calorosas discussões entre oposição e situação no governo local.

Política e propaganda à parte, o fato é que não adianta querer ser chique. Por uma questão de segurança, a gente tem mesmo é que andar feito árvore de natal por aqui, nesta época do ano.

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