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Carro 0 x 1 Bom Negócio

Posted in Atualidades, Ensaios de minha lavra by Raul Marinho on 17 novembro, 2008

carro-novo

No último post, eu estava a falaire da minha sina neste final de semana nas concessionárias Honda e Nissan, mas faltou contar o final da história. Vamos a ele, pois.

Fiz um test drive no Sentra, e a combinação de motor de 142cv, carro leve, e câmbio CVT (automático tipo Mobylette) foi, de fato, muito feliz. Tocando na maciota, o motor parece elétrico: não vibra, não faz barulho, e o computador de bordo aponta número muito animadores sobre o consumo instantâneo. Mas se você pisar fundo, o motor de repente aparece, o ronco é de respeito, o desempenho é bem interessante, e a sensação é de estar acelerando um V-6 com um conversor de torque ultra-ajustado. O carro é muito bom, para resumir – embora o design seja meio controverso. Porém, sempre ficam aquelas dúvidas quando se trata de carro importado (no caso, hecho en Mexico): Será que a manutenção é cara/complicada/quebra muito? E será que eu vou acabar com um mico na mão, e nunca mais consiga achar alguém que compre o meu usado?

Quanto à manutenção, o Sentra tem 3 anos de garantia (como o Civic, a propósito), o que é mais que suficiente para quem pretende ficar no máximo dois com o carro. Mas em relação à revenda, o cenário é desanimador até para um best seller nacional como um Ford Ecosport, o que dirá de um nipo-mexicano meio incomum? Bem, para quem não se importa em comprar um semi-novo (p.x.: um carro com nota fiscal de, no máximo, 3 meses atrás, e com até 5mil km. rodados), o problema do mico fica resolvido. Contando com as despesas com documentação e IPVA do primeiro ano, paga-se uns R$10mil a menos por um semi-novo, e eu acho que vale a pena porque: 1)com um carro comprado tão recentemente, é muito mais fácil checar a quilometragem alegada (não dá para rodar muito mais que 5mil km em 90 dias); 2)num carro com 3 anos de garantia, por pior uso que o 1o dono tenha feito, ainda assim se estaria protegido contra gastos excessivos em manutenção; 3)no caso de veículos financiados, o próprio banco financiador poderia atestar que não se trata de veículo roubado; e, principalmente, 4)num semi-novo, o risco de desvalorização excessiva do carro usado diminui, já que o primeiro dono já arcou com grande parte dela (se vc comprar um carro com 3 mesese, e vendê-lo após outros 3 meses, a diferença deverá ser irrisória, por exemplo – bem diferente do que aconteue com o 1o comprador ao vendê-lo).

Foi por isso que o vendedor da Nissan não conseguiu me vender seu Sentra 0 Km, que pretendo comprar em breve mesmo não estando, de verdade, querendo adquirir veículo algum. Um desses usadinho é, no segmento, um dos melhores negócios que existem. À disposição para quem não faz questão de tirar o plástico do banco.

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