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O que se leva dessa vida é a vida que se leva

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 12 novembro, 2008

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Morte, eutanásia/ortotanásia, suicídio… Talvez os assuntos mais complicado com que somos obrigados a lidar. Ainda mais para uma menininha de 13 anos. Leia o artigo da Sandra Paulsen, abaixo, vale a pena (como todos os dessa autora):

A menina que quer morrer

A notícia também deve ter saído aí. Depois de passar uma boa parte da vida em hospitais, a menina Hannah Jones, uma inglesinha de 13 anos, recusa-se a passar por mais uma cirurgia e prefere morrer. Aqui, o assunto está provocando discussões. E a história é triste.

O caso é que a adolescente sofre de uma forma incurável de leucemia e, ainda por cima, tem problemas sérios de coração e precisa de um transplante. Como ela se recusava a continuar sendo tratada, os médicos do sistema de saúde inglês pensavam obrigá-la ao tratamento.

Agora, ficou claro que a menina pode relaxar. Ela já não vai precisar passar pela operação que prolongaria sua vida. As autoridades desistiram da ação judicial que a obrigaria a aceitar o tratamento médico recomendado. O que quer dizer que ela pode morrer em casa, com sua família, sem mais cirurgias.

Sim, porque Hanna já passou por, pelo menos, três cirurgias para implantação de marca-passos. E seu coração, ainda assim, só funciona a dez por cento da capacidade. Sem a nova cirurgia, os médicos deram-lhe pouco tempo mais de vida.

Segundo os jornais, ela está cansada de viver em hospitais e seus pais, em um primeiro momento reticentes, agora aceitam sua decisão.

Na Suécia, o tratamento médico no sistema de saúde pública é uma escolha do paciente. Ninguém pode ser obrigado, nem mesmo doentes mentais, pacientes muito idosos ou que estejam perdendo suas plenas faculdades de raciocínio.

Mas daí a permitir que uma pessoinha de 13 anos decida que está preparada para morrer e que prefere fazê-lo sem mais intervenções médicas…

A livre escolha do paciente, aqui, vale também para um menor, desde que o médico responsável o julgue apto a tomar esse tipo de decisão. Já pensou a pressão para o médico, que fez o juramento de Hipócrates e tudo?

Sem dúvida, o assunto vai dar pano para mangas. Me pergunto o que dirá o Vaticano. Na verdade, me pergunto o que é «respeito à vida», neste caso.

E peço a Deus pelos pais e irmãos da criaturinha e por todos os envolvidos na decisão.

Obs. em relação à foto que ilustra esse post: Ela foi encontrada na web (como quase todas as que uso neste blog, a propósito), e achei-a interessante por dois motivos. Primeiro, porque é pró-blogueiros, e eu sou um cara corporativista. Depois, porque tem um tremendo erro de português (não é “jás”, mas “jaz”), uma característica das novas mídias (blogs, principalmente).

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