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Burocracia de 1o. mundo é assim

Posted in Atualidades by Raul Marinho on 3 novembro, 2008

Dificuldades com seu RG, CPF, número do título de eleitor, essepecesdossics & afins? Se fosse na Suécia, poderia ser pior, acredite. Saiba tudo sobre RGs suecos nenste excelente artigo da Sandra Paulsen, já rasgadamente elogiada neste prestigioso informativo internético:

Morto-vivo

Há coisas que a gente pensa que só poderiam acontecer em um país menos desenvolvido, carente de recursos e tecnologia. Mas, não. Essas coisas acontecem aqui também.

Conto a história…

Toda pessoa legalmente estabelecida na Suécia conta com um número pessoal. Esse é uma combinação entre a data de nascimento da pessoa e quatro dígitos que, além de fazerem daquela pessoa a única a contar com aquele número de identificação, também indica o sexo do dono ou da dona.

São dez dígitos não muito fáceis de decifrar, mas, por exemplo, se você é uma mulher nascida no dia 29 de fevereiro de 1984, então seu número pessoal será 840229-XXXX, onde o terceiro X será um número par, porque você é mulher (seria ímpar, caso estivéssemos falando de um homem nascido na mesma data).

Para quem mora aqui há muito tempo, o famoso «número pessoal» é a chave para ser atendido no serviço público, nos hospitais, nos consultórios médicos, na universidade, ou seja, praticamente em qualquer lugar. Você só não precisa do seu número pessoal se for tomar uma cervejinha no bar da esquina e pagar à vista. Se quiser pagar com cartão, no entanto, pode precisar se identificar e, aí, o famoso número entrará em cena.

Acontece que, a cada ano, há alguns casos de suecos ou residentes na Suécia erroneamente declarados mortos, seja por algum erro dos médicos nos hospitais, ou algum escorregão de alguém em uma repartição pública qualquer.

No ano passado, foram treze os casos e, neste ano, já são dez as pessoas erroneamente registradas como mortas.

O que acontece, então ? Quase sempre, advêm problemas econômicos, como subsídios governamentais que deixam de ser pagos, aposentadorias que não se recebem mais, etc. Mas o pior é quando acontece como na semana passada.

Um cidadão de 66 anos chega, passando mal, a um centro de assistência médica e, ao se apresentar, recebe o seguinte comentário de volta:

– Desculpe-me, mas o senhor já está morto.

Imaginem a cara do cavalheiro ao tentar, primeiro, de forma gentil, depois, já menos educadamente, é claro, explicar que estava vivo e necessitando de cuidados médicos urgentes!

O fato é que o cavalheiro foi-se embora sem ver o médico. E, como não podia deixar de ser, entrou com ação de perdas e danos morais contra o Estado.

E eu pensando que era só no Brasil que pessoas tinham seus CPFs clonados e ficavam com nome sujo na praça, sem ter nenhuma culpa no cartório… Não reclamo mais! Posso estar com o CPF sujo na praça, mas pelo menos ninguém me declarou morta, ainda…

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