Toca Raul!!! Blog do Raul Marinho

Você é o que você dirige

Posted in Atualidades, Ensaios de minha lavra by Raul Marinho on 13 outubro, 2008

(Essa imagem foi extraída do excelente blog português “Menos um carro”)

Há exatamente um ano, deixei de usar automóvel no dia-a-dia. Hoje em dia, uso uma combinação de metrô e táxi para fazer tudo o que preciso, e as vantagens são muito significativas. Mas não é para todo mundo (infelizmente), muito embora seja possível tomar atitudes que tornem essa decisão possível (felizmente). Morar perto de uma estação do metrô e de um supermercado são algumas das coisas que ajudam uma pessoa a deixar o carro de lado. Aguns highlights sobre a questão:

Custos:

Some o que você gasta com combustível, material de consumo (óleos, filtros, pneus, etc.), manutenção (periódica e esporádica), seguro, IPVA, multas (de rodízio, inclusive), batidas, depredações, estacionamentos/zona azul, pedágios, juros (se o carro for financiado), custo de oportunidade (se o dinheiro para comprar o carro for seu), depreciação, etc. em um ano.  Divida o número obtido por 12, e anote o valor num papel no último dia de um determinado mês. No primeiro dia do mês seguinte, deixe seu carro parado na garagem, e esqueça que ele existe por 30 dias, anotando tudo o que você gastou com táxis, metrôs, ônibus etc. Compare os números: se o número anotado não for superior a pelo menos o dobro do valor gasto no mês-teste, eu sou a macaca Chita.

Segurança:

Pedestre não sofre seqüestro-relâmpago. Não há registro de motoristas bêbados abalroando vagões do metrô. Assaltantes de semáforos podem assaltar passageiros de táxis, mas eles preferem motoristas particulares (a proporção é de mais de 100 para 1). Embora sempre haja o risco de ser atropelado (risco esse que um motorista também corre a partir do momento em que estaciona seu veículo), quem não anda de carro tem muito menos chances de sofrer qualquer tipo de violência.

Conforto:

Certamente, o automóvel é muito mais confortável que um trem do metrô, com seus bancos duros, eventualmente superlotados e barulhentos. Mas experimente andar de metrô fora dos horários de pico, com um iPod no ouvido, e um livro ou revista para distrair (joguinho de celular também serve). Tirando os dias mais quentes em que o ar-condicionado realmente faz falta, a diminuição no nível de conforto acaba sendo compensada pelo menor tempo gasto nas viagens, e o resultado é, geralmente, mais conforto total.

Status:

Aí não tem jeito, nada substitui o carro. Mas… Bem, para começo de conversa, os carros de hoje têm os vidros escuros, e ninguém sabe que quem está dirigindo aquela Mercedes é você – sem contar que quase ninguém vê você chegando onde quer que seja. Além disso, se você precisa de uma estrela de três pontas no capô para se sentir bem, talvez seja melhor pagar um bom psicanalista para melhorar sua auto-estima (e dinheiro para a análise não será um problema se você deixar o carro na garagem).

Sem contar que:

1)Você está colaborando com a diminuição das emissões de carbono;

2)Você está ajudando a melhorar o trânsito;

3)Você está se exercitando enquanto caminha até o metrô;

4)É divertido ver as pessoas mais esquisitas do planeta, que frequentam o metrô; e

5)É um exercício de humildade, muito recomendável para quem “se acha”;

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