E as gordinhas, dona Déborah?

Leio na Folha de hoje que a promotora Déborah Kelly Afonso, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão (*) do Ministério Público paulista está querendo criar cotas para negros no São Paulo Fashion Week. De acordo com a autoridade, a ação legal se justificaria porque somente 3% das modelos do evento são negras, contra quase 50% da população.
Legal! Quer dizer que o SPFW deve representar fielmente a população, então? Já que é assim, acho que as gordinhas, que representam 0% das modelos do evento, não poderiam ficar de fora. Nem as tiazinhas, já que só tem menor de 30 desfilando. E o fato dos modelos homens ganharem menos que as modelos mulheres, não caberia uma ação também?
Depois do SPFW, espero que a promotora se volte aos outros excluídos. Como é que fica a falta de brancos e amarelos nos times de basquete, nos conjuntos de pagode, e como puxadores de escola de samba? E a notória falta de nipônicos atuando como atores de filmes pornôs? Tá vendo, dona Déborah, como tem trabalho pela frente?
(*)Interessante notar que o acrônimo para o Grupo de Atuação Especial de Inclusão seria GAEI, muito parecido com GAY, o que é uma curiosa coincidência, em se tratando de uma ação referente ao mundo fashion, tradicionalmente afeito ao público homossexual.
Para quem achou on assunto interessante, recomendo esse post do blog do Reinaldo:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/04/deborah-kelly-na-passarela.html
He,he, eu tb acho que não só as negras, indias, gordinhas, as branquelas do zé tb.