Mão-de-obra anti-crise

A crise econômica mundial é, hoje, uma crise de confiança e de crédito. O capital não flui porque os bancos temem emprestar, mesmo após os trilhões de ajuda do governo, e isso acaba travando toda a economia. A única maneira de reverter esse quadro é convencendo os bancos a retomar o ritmo de negócios de antes da crise, financiando o comércio, viabilizando investimentos, concedendo linhas de crédito para o consumidor, etc. Por isso, o papel dos gerentes de contas dos bancos é fundamental para que o mundo saia o mais cedo possível do atual impasse.
Banqueiro não é burro, muito menos sentimental. Se houver uma oportunidade de negócios interessante à frente, ele vai se sensibilizar. E quem mostra as oportunidades que o mercado oferece são os gerentes de contas, daí a importância desses profissionais. O drama é que os gerentes de contas estão entre os mais afetados pela crise econômica, e a moral da tropa comercial dos bancos está no pé. A dificuldade para aprovar uma operação aumentou muito, e mesmo manter um limite de crédito aberto transformou-se em calvário – isso sem contar com o medo da demissão e as perspectivas sombrias quanto a bônus para esse ano. Mas, com o perdão do excesso de hífens, eles são a mão-de-obra anti-crise.
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