Evolucionismo X Criacionismo
Desde a publicação de “Origem das espécies” até hoje, a discussão evolucionismo X criacionismo é acalorada. Desde 2004, quando surgiu o Orkut, eu participo de embates com fundamentalistas religiosos que defendem a criação do mundo em 4004a.C. A seguir, um guia para entender o assunto, publicado no site do ICED (que, por sua vez, foi publicado na Aamazon.com):
Recentemente, o site de comércio eletrônico de livros Amazon.com publicou um roteiro de leitura para entender a questão da batalha entre o criacionismo e o evolucionismo, que reproduzimos abaixo. Infelizmente, a maioria dos livros sugeridos não tem tradução para o português, mas nos casos em que isto ocorre, o título da edição brasileira aparecerá entre parêntesis.
1º Passo: Leia livros sobre a filosofia da ciência
- Religion and Science, Bertrand Russel
- Introduction to Western Philosophy: Ideas and Argument from Plato to Popper, Antony Flew
- The History of Western Philosophy, Bertrand Russel
2º Passo: Leia livros sobre o mito do criacionismo
- Scientists Confront Creationism, Laurie Godfrey
- Evolution and the Myth of Creationism: A Basic Guide to the Facts in the Evolution Debate, Tim M. Berra
- Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, by National Academy Of Sciences, Steering Committee on Science &. Creation
- The Triumph of Evolution: And the Failure of Creationism, Niles Eldredge
- Tower of Babel: The Evidence against the New Creationism, Robert T. Pennock
- Abusing Science: The Case Against Creationism, Philip Kitcher
- Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives, Robert T. Pennock
3º Passo: Leia livros sobre os quatorze bilhões de anos de história do Universo e da história o homem
- A Different Approach to Cosmology: From a Static Universe through the Big Bang towards Reality, Fred Hoyle
- Big Bang: The Origin Of The Universe, Simon Singh
- From the Big Bang to the Big Brain, John Dervin
- Bye Bye Big Bang: Hello Reality, William C. Mitchell
- The Big Bang Never Happened: A Startling Refutation of the Dominant Theory of the Origin of the Universe, Eric Lerner
- The Theory of Everything: The Origin and Fate of the Universe, Stephen W. Hawking
4º Passo: Leia livros sobre o surgimento da vida na Terra
- The Blind Watchmaker: Why the Evidence of Evolution Reveals a Universe Without Design, Richard Dawkins (O Relojoeiro Cego, Cia das Letras – R$54,50)
- DNA: The Secret of Life, James D. Watson & Andrew Barry (DNA – O Segredo da Vida, Cia das Letras – R$75,00)
- The Emergence of Life on Earth: A Historical and Scientific Overview, Iris Fry
- Life’s Origin: The Beginnings of Biological Evolution, J. William Schopf
- The Ancestor’s Tale: A Pilgrimage to the Dawn of Evolution, Richard Dawkins
- Where Do We Come From?: The Molecular Evidence for Human Descent, Jan Klein & Naoyuki Takahata
- The Structure of Evolutionary Theory, Stephen Jay Gould
- What Evolution Is, Ernst Mayr
- Evolution: The Triumph of an Idea, Carl Zimmer (O Livro de Ouro da Evolução, Ediouro – R$63,00)
5ºPasso: Leia livros sobre Biologia e Genética
- The Journey of Man: A Genetic Odyssey, Spencer Wells
- Mapping Human History: Genes, Race, and Our Common Origins, Steve Olson
- Genesis `: The Evolution of Biology, Jan Sapp
- Beyond the Gene: Cytoplasmic Inheritance and the Struggle for Authority in Genetics, Jan Sapp
- Soul Made Flesh: The Discovery of the Brain–and How it Changed the World, Carl Zimmer
6º Passo: Leia este livro sobre a controvérsia entre Darwin e Lamarck
- Lamarck’s Signature: How Retrogenes Are Changing Darwin’s Natural Selection Paradigm, Edward J. Steele et al.
7º Passo: Leia livros sobre as grandes extinções em massa do passado
- When Life Nearly Died: The Greatest Mass Extinction of All Time, M. J. Bengton et al
- Snowball Earth: The Story of the Great Global Catastrophe That Spawned Life as We Know It, Gabrielle Walker
- Life on a Young Planet: The First Three Billion Years of Evolution on Earth, Andrew H. Knoll
- Mass Extinctions and Their Aftermath, A. Hallam & P. B. Wignall
8º Passo: Leia livros sobre as causas dos colapsos das sociedades
- The Collapse of Complex Societies, Joseph Tainter
- Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed, Jraed Diamond
9º Passo: Leia livros sobre as questões de vida, morte ética sob as perspectivas humanista e cristã
- The Moral Animal: Why We Are, the Way We Are: The New Science of Evolutionary Psychology, Robert Wright (O Animal Moral, Ed. Campus – R$65,00)
- The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature, Steven Pinker (Tábula Rasa, Cia das Letras – R$59,90)
- Why I Am Not a Christian: And Other Essays on Religion and Related Subjects, Bertrand Russel
- Atheist Universe: Why God Didn’t Have A Thing To Do With It, David Mills
- Atheism: The Case Against God, George H. Smith
- Losing Faith in Faith: From Preacher to Atheist, Dan Barker
- Farewell to God: My Reasons for Rejecting the Christian Faith, Charles Templeton
- Science & Religion: An Introduction, Alister E. McGath
- God After Darwin: A Theology of Evolution, John F. Haught
10º Passo: Leia livros sobre a história das religiões e das religiões nos EUA
(Obs.: Também para um brasileiro é interessante entender a história das religiões nos EUA, já que o movimento criacionista no nosso país é, em grande parte, espelhado nos movimentos criacionistas estadunidenses, e não na religião católica introduzida no período colonial)
- The Dark Side of Christian History, Hellen Ellerbe
- The Book Your Church Doesn’t Want You to Read, Tim C. Leedom
- The Born Again Skeptic’s Guide To The Bible, Ruth Hurmence Green
- The New American Empire, Rodrigue Tremblay
Tudo ou nada
O artigo publicado abaixo está disponível no site do ICED e no informativo jurídico Migalhas (um dos melhores da área jurídica), e é particularmente recomendável para quem pretende seguir carreira de advogado (ou astronauta).
Muitos dos atuais advogados foram, quando crianças, futuros astronautas, jogadores da seleção Brasileira de futebol ou astros de Hollywood. Entretanto, esses mesmos indivíduos desistiram de seus sonhos de infância porque, ao amadurecerem, perceberam que ser um novo Neil Armstrong, Zico ou James Dean nada mais era que uma doce e pueril ilusão. Anos de desenvolvimento intelectual os conscientizaram que, no mundo real, estas escolhas são impraticáveis: somente uma fração infinitesimal dos aspirantes a jogador profissional de futebol (de time grande, pelo menos) ou a ator de primeira linha no mundo do cinema internacional chega ao objetivo – e, no ultra-restrito círculo dos astronautas, a fração é ainda menor. Decidiram, então, ser advogados, uma profissão onde alcançar o estrelato tem uma chance concreta e realista de acontecer. Será?
Observando a carreira da imensa maioria daqueles que escolheram a advocacia, verifica-se que grande parte destes profissionais está se esfalfando para pagar as contas no fim do mês – o que nem sempre é possível, diga-se de passagem. Onde está a aparente racionalidade que apontava para um futuro de sucesso quase certo? Por que a grande maioria dos advogados nunca chega ao Nirvana sonhado na faculdade? Falta de sorte? Conjuntura sócio-econômica desfavorável? …Ou talvez seria o fato de que a escolha pelo caminho do sucesso por meio da advocacia era tão racional quanto à do futebol, do cinema ou, em última análise, das viagens interplanetárias? Temo que esta última opção seja a que melhor explica os verdadeiros motivos das frustrações neste mercado, e é disto que iremos tratar neste artigo: da (ir)racionalidade na escolha profissional típica de determinados mercados onde se verificam concentrações exageradas de renda, como a advocacia.
A maior parte da renda auferida na advocacia é obtida em atuações nas demandas judiciais, o popular contencioso. Acontece que, se advogar em processos de grande ou pequena monta requer esforço semelhante, suas respectivas rentabilidades em nada se assemelham – e, por essa razão, a estratégia óbvia é concentrar esforços nas grandes causas. À exceção do idealismo, não haveria maior interesse em advogar em pequenas causas que não a própria subsistência – ou, na melhor das hipóteses, o acúmulo de experiência. Mas, como estratégia profissional racional (economicamente falando, evidentemente), advogar só faz sentido se for nas grandes demandas. Desta forma, o sucesso na advocacia é tão simples quanto ficar à espreita de uma oportunidade de pegar uma grande causa para, em seguida, aparecer na fotografia coroado de louros – de preferência, substituindo as folhas do vegetal por cédulas da moeda estadunidense. Mas, infelizmente, não é isso o que se verifica na prática e, anos depois de formados, muitos estão desiludidos com a profissão.
O problema é que o mesmo motivo que impede que o sonho de jovens e ambiciosos advogados se realize é o mesmo que os desencorajara anos antes a tentar a NASA, Hollywood ou o Maracanã. Trata-se do que um dos maiores expoentes da economia comportamental da atualidade (Robert Frank, de Cornell) definiu como “Mercados de Tudo ou Nada” (“The Winner Takes All Markets”, no original), caracterizados pelo fato de que diferenças sutis de desempenho levam a gigantescas distorções na remuneração. A advocacia é uma profissão em que uma escassa minoria poderá ter sucesso, enquanto a grande massa deverá obter rendimentos inferiores ao obtido em profissões muito menos glamourosas. Felizmente para poucos – e infelizmente para quase todos –, é justamente por esta característica que o mercado da advocacia é tão sedutor, ao contrário de tantas outras profissões que garantem o arroz e feijão na mesa, mas dispensam a gravata e a caneta Mont Blanc no bolso.
Grandes causas existem, é óbvio, mas as verdadeiras chances de um jovem e talentoso advogado as defender tendem a zero. Grandes causas pertencem a grandes clientes que, por sua vez, tenderão a decidir como gerir seu risco de modo a maximizar a sua própria eficiência econômica, não a fomentar a carreira de jovens e promissores advogados. Agindo assim, o grande cliente jamais arriscará grandes somas monetárias desnecessariamente, ou seja: ele sempre vai procurar o melhor advogado possível para atuar nestes casos. Não vai ser por um abatimento nos honorários que ele entregará sua estimada demanda para o segundo melhor advogado na questão, mesmo que a diferença de qualidade do segundo para o primeiro seja ínfima. Na verdade, ele não pode agir assim, a menos que sua estratégia não seja a de maximizar seus ganhos – mas aí aquele provavelmente não seria o demandante de uma causa de grande magnitude. É por esse mesmo motivo que um estúdio de primeira linha paga milhões para um Robert de Niro, uma Julia Roberts ou um Al Pacino: mesmo que um ator off Boroadway possa ser quase tão bom quanto uma estrela consagrada: é muito mais interessante para um produtor de um filme de orçamento multimilionário contratar uma estrela do que um talento promissor. A mesma coisa acontece com um time de futebol de primeira linha ou com a NASA: em mercados de tudo ou nada não existe espaço para segundos colocados.
As pessoas, em geral, tendem a pensar que são melhores que todas as outras e que vão vencer a corrida do tudo ou nada de alguma forma. Esse comportamento tem profundas raízes na nossa história evolutiva: nossos ancestrais já eram pródigos em se considerarem melhores que a maioria, um auto-engano muito útil na corrida da seleção sexual da nossa espécie. É por isso que, hoje, se você fizer uma enquête sobre como seus amigos acham que são em relação, por exemplo, à habilidade ao volante, vai perceber que a maioria se acha acima da média – o que, evidentemente, é impossível em termos estatísticos. Outro comportamento típico do ser humano relacionado a este mecanismo evolutivo de auto-engano é a memória seletiva para as exceções. É claro que, por mais difícil que seja vencer na advocacia, alguém acaba efetivamente vencendo, e quando isso acontece, freqüentemente acaba virando manchete na imprensa. Isso, entretanto, não mostra que as chances de outra pessoa também vencer sejam altas, pelo contrário: se os casos de sucesso são tão raros que merecem destaque na mídia, então deve ser realmente muito improvável que se vença esse jogo. Mas nosso cérebro está estruturado para lembrar das exceções positivas, não da massa de insucessos.
O resultado disso na advocacia é que muita gente – a maioria, na verdade – acabará obtendo um rendimento significativamente inferir ao que seria possível em outras carreiras menos prestigiadas. Em decorrência deste auto-engano, percebe-se um altíssimo índice de frustração profissional na classe. Se fossem realistas sobre suas próprias chances, será que tantos cérebros privilegiados se contentariam com a mediocridade que acaba por atingir a maior parte da militância na advocacia? Bem, se for para se frustrar de uma forma ou de outra, talvez tivesse sido melhor ter seguido em frente com o sonho de ser astronauta…
José Massey-Ferguson Dirceu
Um dos artigos mais populares que escrevi até hoje foi o “trator movido a nitroglicerina”, publicado na Gazeta Mercantil em meados de 2005, logo após o lançamento do meu 1o. livro (“Prática na teoria”, ed.Saraiva). Nele, tratava da demissão do então Ministro-Chefe da Casa Civil, José Dirceu, sob a ótica da teoria dos jogos evolucionários. Acho que é um artigo interessante até hoje, por isso o republico abaixo:
Trator movido a nitroglicerina
Nos dois primeiros anos do Governo Lula, usava-se uma metáfora agro-mecânica para definir José Dirceu: ele seria o “trator” da Casa Civil. Essa metáfora, tida como elogiosa na maioria das vezes, dava a entender que Dirceu era um sujeito que conseguia obter a cooperação de terceiros para que o governo atingisse seus objetivos – “passando por cima das cercas e buracos”, se fosse o caso. O que o deputado Roberto Jefferson fez com suas denúncias sobre o “mensalão” foi, mantendo a linha original de metáforas agro-mecânicas, dizer que o ex-Chefe da Casa Civil era um trator que não usava como combustível o pouco inflamável óleo diesel, mas nitroglicerina. E a atual crise política nada mais seria do que alguns respingos deste inusitado combustível no solo, explodindo o próprio trator, e ferindo os que a ele estavam próximos.
Não é novidade em Brasília que Dirceu não é (nem nunca foi) uma pessoa amplamente querida, nem entre os aliados (grande parte do PT, inclusive), nem entre a oposição. Sejamos francos: à exceção do presidente Lula e mais uma meia-dúzia, ninguém gostava (ou gosta) de Dirceu, principalmente no Congresso. Esse não-gostar generalizado foi o que fez, a se confirmarem as denúncias, que o ex-Chefe da casa Civil exercesse seu poder pela força – no caso, econômica. Ninguém precisa colaborar com alguém que lhe paga diretamente: o jornaleiro não precisa gostar de você para lhe vender o jornal do dia, basta que você o pague. O problema é que, por mais corrupta e venal que seja grande parte da classe política no nosso país, as relações políticas são bem mais complexas que as puramente comerciais.
Segundo os teóricos da evolução do comportamento, o mecanismo que possibilitou a cooperação entre indivíduos não-aparentados é o altruísmo recíproco. De acordo com o biólogo de Harvard que concebeu essa teoria (Robert Trivers), se em uma determinada espécie, o indivíduo X coopera com o indivíduo Y hoje, e, amanhã, Y retribui a cooperação a X, então X e Y acabarão tendo maior sucesso evolutivo do que se eles agissem egoisticamente. Desta forma, sob determinadas condições (como, por exemplo, um longo ciclo de vida, que possibilite a retribuição de um ato altruísta), o comportamento mutuamente cooperativo acabou sendo selecionado em diversas espécies de animais sociais. Esse comportamento, o altruísmo recíproco, pode ser verificado, por exemplo, na simbiose de limpeza entre peixes, onde um peixe hospedeiro e um peixe limpador agem de forma mutuamente cooperativa. Da mesma forma que o peixe limpador não morde a carne do peixe hospedeiro, o peixe hospedeiro não come o peixe limpador mesmo que este passeie dentro da sua boca. Em espécies com cérebros mais desenvolvidos, como os primatas (onde o Homo sapiens se enquadra), a evolução acabou criando um complexo sistema de emoções para regular o altruísmo recíproco. Chimpanzés, gorilas e seres humanos agem de forma cooperativa (ou não) porque são movidos por sentimentos – ou seja: porque gostam ou desgostam de outros indivíduos –, não porque racionalizem que a cooperação mútua é mais ou menos eficiente. Ocorre que esses sentimentos surgem em decorrência de relações altruisticamente recíprocas: nós somos amigos de quem gostamos, e gostamos de quem não nos trai.
Mas além da cooperação movida por sentimentos, existe uma outra alternativa, que é a cooperação forçada. Um gorila silverback (o macho dominante de um bando de gorilas, que tem esse nome por ter as costas prateadas) sempre é o maior indivíduo do bando, e usa da força bruta para manter seu poder. O problema é que, quando o silverback envelhece e perde sua força, um membro mais forte toma o poder e expulsa o antigo líder do bando. Sozinho, o ex-chefe acaba perecendo. Entre humanos, além da força física, desenvolveu-se também a coerção moral e, muito mais recentemente (em termos evolutivos), a coerção econômica. Mas, de forma análoga à verificada entre os gorilas, esta forma de poder também é muito instável, se comparada à exercida por meio dos sentimentos provenientes do mecanismo do altruísmo recíproco. Laços de amizade baseados em sentimentos, forjados por anos de comportamento mutuamente cooperativo, são muito mais estáveis que a cooperação obtida pela força bruta, seja ela econômica ou física.
A atual crise decorre justamente da inabilidade do ex-Chefe da Casa Civil na gestão dos relacionamentos altruisticamente recíprocos. O “trator” José Dirceu conseguia a cooperação por meio da força bruta, não da amizade e dos sentimentos construídos pelo comportamento mutuamente cooperativo. Muito pelo contrário: os deputados beneficiados pelo “mensalão” podiam até votar com o Governo porque haviam sido pagos para isso, mas o dinheiro não os fazia gostar de quem os pagava (temo, inclusive, que tinha um efeito oposto nesse sentido). Deu no que deu.
Olhos de vidro de um banqueiro
Poucas profissões são mais estigmatizadas que a de banqueiro, sempre retratado como uma figura mesquinha, gananciosa e desalmada – Shylock (personagem central de “O mercador de Veneza”, de Shakespeare) que o diga. Banqueiros são o paradigma do materialismo por definição, de quem jamais se pode esperar atitudes altruístas.
Apesar disso não ser novidade para ninguém, Noço Guia parece não saber do óbvio, e foi pedir aos bancos para “destravarem” o crédito para evitar que a crise financeira mundial atacasse o país com mais força (opa, peraí… não era uma marola?). Quer saber mais? Leia essa nota da Folha.








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