Déjà vu
Há exatos 20 anos, eu era admitido como estagiário no finado BADESP-Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, que ficava na avenida Paulista. De 1988 para cá, muita coisa mudou: surgiram celulares e internet, o muro de Berlim caiu, a hiperinflação acabou no Brasil, e eu engordei uns 20 quilos. Porém, duas coisas não mudaram: eu continuo trabalhando na avenida Paulista (só que agora em outro número), e os sindicalistas dos bancários estão com o mesmo discurso. Quando os carros de som do sindicato dos bancários passa embaixo da minha janela, eu me sinto de volta a 1988: eles não mudaram uma vírgula no texto de 20 anos atrás.
(A propósito: o senso de oportunidade desse sindicato, promovendo uma greve no meio da maior crise bancária de todos os tempos é único).
Politicamente estúpido
Nós índios adoramos importar bugigangas, como o tal do “sistema de cotas para afrodescendentes” (que, no fundo, é a maior expressão de racismo já vista neste país), e demais manifestações do que ficou conhecido como o “politicamente correto”. Por isso, acho que daqui a pouco vamos ver por aqui placas de trãnsito como a acima, última moda na Suécia. O que, certamente, vai acabar com a discriminação às mulheres.
A coisa está feia MESMO
Ontem, estava caminhando pela avenida Paulista e, mais ou menos em frente ao edifício da Gazeta, parei para engraxar o sapato. Conversando com o engraxate, ele me contou que horas antes uma pessoa se suicidara, pulando do 18o. andar do prédio em frente. Não sei se o suicida era trader do mercado de ações, investidor ou o quê, mas um suicídio na avenida Paulista nesse momento me parece suspeito… Desconfio que, dos 9 leitores que esse blog possui diariamente, em média, pelo menos uns 2 ou 3 sejam do mercado financeiro. A estes, minha recomendação: calma. Eu já quebrei, e é ruim, mas uma hora passa. Até a uva passa!




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