Já dizia o barbudo:
“O capital tem tanto horror à ausência de lucro ou de um lucro muito pequeno quanto a natureza tem horror ao vácuo. Com um lucro apropriado, o capital é despertado; com 10% de lucro, ele pode ser usado em qualquer lugar; com 20%, torna-se vivaz; com 50%, fica positivamente ousado; com 100%, ele esmagará com os pés todas as leis humanas; e com 300%, não existe crime que ele não se disponha a cometer, ainda que se arrisque a ir para a cadeia”.
*Texto atribuído a K.Marx na blogosfera (se foi ele mesmo que escreveu, não posso dizer nada).
Árvores de conhecimentos
No ano passado, participei de um projeto com o Dr. Arthur de Moura da DDIC, sobre a implantação do software da Trivium para gestão de árvores de conhecimento. Na verdade, o projeto ainda estava sendo vendido no momento em que ele morreu, e agora não faz mais sentido levá-lo adiante. De qualquer maneira, acho que tem cabimento deixar as apresentações em que estávamos trabalhando aqui, para consulta de eventuais interessados. Mal não faz.
Apresentação sobre o software de árvore de conhecimentos Trivium
Apresentação sobre aplicação do software Trivium (pirâmide das idades)
Câmbio, desligo
Pegue uma cédula de um dólar. Repare que ela tem umas assinaturas bem pequenininhas. Com uma lupa, você lê que elas são do Secretário do Tesouro (o equivalente ao Ministro da Fazenda no Brasil) e do presidente do FED (Federal Reserve, mais ou menos a mesma coisa que o nosso Banco Central). São esses caras que dão credibilidade ao dólar – por acaso, os mesmos sujeitos que estão no centro da crise financeira atual. O buraco na economia estadunidense era de US$350bilhões, depois foi para US$700bilhões, agora fala-se em US$1,4trilhão, mas na verdade ninguém sabe o tamanho da encrenca.
Agora pegue uma nota de real, e veja que ela também tem umas assinaturinhas. Os sujeitos que assinam essa nota são os que estão na mídia como os mais sensatos do planeta, que administram o sistema financeiro nacional com mão de ferro. Os jornais do país e do exterior não cansam de dizer que o Brasil não está exposto aos mesmos riscos que os EUA, e que a crise só nos afetará indiretamente – por exemplo: se os EUA entrarem em recessão, nossas vendas para aquele país diminuirão. Resumindo: o Ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central seriam, de acordo com a percepção geral, muito mais responsáveis que seus equivalente nos EUA.
Agora, vejamos o que está acontecendo com o câmbio. Hoje (09/10), o UOL estampa a seguinte manchete: “O dólar subiu 53,4% no Brasil de 1º de agosto até a última quarta-feira (dia 8), segundo cálculos da consultoria Economatica”. Em outras palavras, isso quer dizer que o mercado está dando muito mais credibilidade para o governo estadunidense do que o brasileiro, muito embora a crise esteja lá e não aqui, de acordo com a mídia. Então, das duas, uma: ou o real se desvalorizou indevidamente (e nesse caso, a cotação deverá retornar a patamares próximos da época pré-crise), ou a crise está muito mais presente na nossa economia do que se está falando. “O tempo é o senhor da razão”, já dizia F.Collor.
Em tempo: Neste momento, o dólar cai cerca de 5% frente ao real.
















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